
Uma das maiores dúvidas que recebo na terapia junguiana surge quando menciono o “complexo materno”.
Imediatamente, muitos pacientes pensam que estamos falando exclusivamente de suas mães biológicas. No entanto, na Psicologia Analítica, esse conceito é muito mais amplo: ele se refere à figura ou à instituição que exerceu o papel de maternidade na sua formação.
Neste artigo, quero te explicar como eu avalio essa influência e como a nossa jornada terapêutica ajuda a ressignificar esses registros para que você recupere sua autonomia.
O que é a Função Materna na visão de Jung?
Em primeiro lugar, precisamos entender que a “mãe” para a psicologia é, acima de tudo, uma função de cuidado, nutrição e proteção. Dessa forma, o complexo materno pode ser moldado por uma avó, um pai, uma tia, uma babá ou até por uma instituição que te acolheu.
Portanto, quando eu analiso o seu material clínico, eu não estou julgando uma pessoa, mas sim observando como essa figura de maternidade foi internalizada por você. Por exemplo, se quem exerceu esse papel foi alguém muito ansioso, você pode ter crescido sentindo que o mundo é um lugar perigoso, independentemente de quem ocupava esse cargo na sua árvore genealógica.
Exemplos de como o Complexo Materno se manifesta na vida adulta
Para que você compreenda como eu conduzo essa investigação na terapia junguiana, veja alguns exemplos de como a “maternidade internalizada” afeta o seu dia a dia:
- A Busca por Nutrição Emocional: Se a figura que exerceu o papel de maternidade foi ausente, você pode passar a vida “faminta” por aprovação, tentando preencher esse vazio em relacionamentos amorosos.
- Dificuldade de Autonomia: Se o cuidado foi excessivo (a famosa “mãe devoradora”), você pode sentir que crescer é trair essa figura. Como resultado, você pode se autossabotar em sua vida profissional.
- Perfeccionismo e Culpa: Quando a função materna foi exercida de forma muito rígida, o adulto desenvolve uma voz interna que o critica constantemente. Consequentemente, a pessoa nunca se sente “pronta” ou “boa o suficiente”.
Como a Terapia Junguiana libera sua Energia
A beleza deste processo está em separar o que pertence a essa figura e o que pertence a você. À medida que avançamos na terapia, o meu papel é te ajudar a realizar esse manejo:
- Mapear o Registro: Identificamos qual foi a qualidade do cuidado que você recebeu da figura de maternidade. Dessa maneira, paramos de culpar pessoas e passamos a entender dinâmicas psíquicas.
- Soltar a Energia Estagnada: Sempre que você tenta agradar essa “mãe interna”, você gasta uma energia vital preciosa. Assim que dissolvemos essa necessidade, essa força volta para você.
- Tornar-se sua Própria Fonte: Finalmente, o objetivo é que você aprenda a exercer a função materna consigo mesmo, nutrindo-se e protegendo-se com generosidade.
Conclusão: Um Olhar de Delicadeza
Em suma, olhar para o complexo materno na terapia junguiana é um ato de profunda liberdade. Afinal, não se trata de olhar para trás para apontar erros, mas de olhar para dentro para encontrar a sua própria voz.
Portanto, se você sente que sua energia está presa em padrões de dependência ou insegurança, eu te convido a explorar essas raízes comigo. Com efeito, ao transformar esse complexo, você abre espaço para uma vida muito mais autêntica e leve.
Aquele abraço 🤗,
Patrícia Salvaia
Psicóloga Clínica | CRP 06/191118
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